Ginkgo Biloba: mitos e verdades sobre essa poderosa planta milenar

Ginkgo BilobaPense em uma árvore capaz de sobreviver a uma bomba atômica. Uma planta milenar tão forte que chegou a ser classificada por Charles Darwin, o pai da teoria da evolução das espécies, como um “fóssil vivo”. Não se engane com a aparência frágil da foto. Essa é a Ginkgo Biloba.

A resistência e os efeitos fitoterápicos dessa planta oriental mística têm sido estudados por cientistas em todo o mundo. Sabe-se que ela estimula uma maior irrigação do cérebro. Mas ainda não há comprovação científica de sua eficácia no tratamento de doenças.

Mesmo assim, as cápsulas com extrato de Ginkgo são consumidas em larga escala em todo o mundo. Principalmente por idosos que buscam prevenir ou retardar os efeitos de males como a demência, a perda de memória e até o Alzheimer.

Confira a seguir a origem, os mitos e as verdades sobre a Ginkgo Biloba:

Ginkgo Biloba remonta a 250 milhões de anos

De origem asiática, nativa da China, Japão e Coreia, a árvore da Ginkgo Biloba pode atingir 40 metros de altura. Mas são a sua resistência e sua longevidade que chamam a atenção. Estima-se que ela possa viver por mais de mil anos, sobrevivendo inclusive a fortes agressões. Fósseis encontrados dão conta de que a espécie já existia há 250 milhões de anos.

Usada por séculos com fins medicinais na China, o extrato extraído da folha da Ginkgo Biloba despertou ainda mais atenção de cientistas em todo o mundo, em 1945. Isso ocorreu depois que muitas árvores sobreviveram ao ataque nuclear à Hiroshima, no Japão. As folhas da Ginkgo, em forma de leque, foram uma das primeiras manifestações de vida observadas após o ataque.

Vendido em comprimidos:

Por conta de seus alardeados benefícios no estímulo das funções cognitivas, o extrato de Ginkgo ganhou o mundo. Hoje é fabricado e vendido em comprimidos em farmácias e lojas de produtos naturais em todos os continentes.

Mas quais efeitos sobre o organismo humano podem comprovadamente ser atribuídos essa planta?

O que já se sabe sobre a Ginkgo Biloba

A ciência ainda não pôde comprovar se a Ginkgo Biloba é realmente capaz de ampliar as funções cognitivas e ajudar a combater, por exemplo, a perda de memória.

Mas já se sabe que ela provoca uma série de reações no corpo humano. Inclusive uma maior irrigação do cérebro. Confira abaixo alguns dos seus benefícios:

Melhora da Circulação Cerebral:

  • A Ginkgo Biloba provoca a dilatação dos vasos sanguíneos, aumentando a irrigação cerebral. Isso também faz com que haja uma redução da pressão arterial.

Redução do Colesterol:

  • Outro efeito observado é a redução do colesterol no sangue, inibindo a formação de placas e coágulos.

Efeito Antioxidante:

  • O extrato de Ginkgo combate os radicais livres. Eles podem prejudicar os neurônios e causar mudanças no cérebro relacionadas ao envelhecimento.
  • Também pode aliviar os efeitos de uma hemorragia ou isquemia cerebral, inibindo a produção de radicais livres tóxicos após um episódio isquêmico.

Maior Absorção de Glicose:

  • Eleva o nível de absorção de glicose nos córtex frontal e parietal, áreas do cérebro responsáveis pelo processamento sensorial e pelo planejamento de ações complexas.
  • Provoca efeito semelhante no cerebelo, responsável pelo controle dos movimentos.

Ativação dos Neurotransmissores:

  • Há indícios de que a Ginkgo Biloba estimule o funcionamento de vários neurotransmissores. Uma das hipóteses é de que ela facilite a absorção da colina, substância presente no sangue, derivada da acetilcolina, que atua na comunicação entre neurônios.

Combate ao Estresse:

  • Também teria o efeito de aumentar a resposta da serotonina, responsável pelo controle do estresse e da ansiedade.
  • Tem se mostrado eficaz no estímulo da noraepinefrina, efeito semelhante ao de alguns antidepressivos indicados no combate de sintomas da depressão.

O que ainda não se comprovou sobre a Ginkgo Biloba

Várias pesquisas têm sido realizadas pelo mundo, em busca da comprovação científica da eficácia da Ginkgo Biloba no tratamento da demência, da perda de memória e até do Alzheimer.

A maioria dos experimentos analisa resultados em grupos de pacientes que são submetidos a doses diárias de 120mg a 240mg de um extrato de Ginkgo, conhecido como EGb 7612. Há relatos de progressos em pacientes de Alzheimer e demência em Londres e na Alemanha. Entretanto esses resultados não são conclusivos.

O maior estudo já realizado, não conseguiu comprovar a eficácia do extrato de Ginkgo no controle da demência e perda de memória. Realizado pelo médico americano Steven T. Dekosky, então diretor da Universidade de Medicina da Virgínia, a pesquisa acompanhou mais de 3 mil idosos por 8 anos, até 2009. O estudo não conseguiu obter resultados significativamente diferentes entre os que usaram e os que não usaram a Ginkgo Biloba durante o período.

Cuidados com o uso da Ginkgo Biloba

Apesar de se tratar de um produto natural, especialistas alertam que o uso da Ginkgo Biloba deve ser feito de forma moderada e, de preferência, com acompanhamento médico. A dose diária não deve ultrapassar os 240 mg

Há casos de contraindicação, como o uso por menores de 12 anos, grávidas e em associação a medicamentos anticoagulantes. Como a planta provoca a dilatação dos vasos sanguíneos, também deve ser evitada em períodos próximos a cirurgias e tratamentos dentários.

No Brasil, a Ginkgo Biloba é registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento fitoterápico. É indicado no tratamento de vertigens, problemas circulatórios e insuficiência vascular cerebral.

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